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 Experiências

Experiências

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Diagnóstico
Capítulo Um: Diagnóstico
Eu comecei a menstruar quando tinha 16 anos e, desde o primeiro
dia, foi doloroso e irregular. Eu pensei que era
normal.. Quando cheguei aos 18 anos, as coisas tinham piorado
muito, a dor pouco antes e durante os primeiros quatro dias da
minha menstruação era debilitante. Eu também não tinha ideia de
quando a minha menstruação iria acontecer, o que me tornava a vida
muito. Embora fosse muito jovem nessa altura, estava muito
preocupada com as minhas perspectivas de ter um filho, algo que era
mais importante para mim do que qualquer outra coisa que eu pudesse
vir a imaginar. Como uma bióloga ainda na universidade, eu sabia
muito bem que seria muito improvável que alguém pudesse conceber
com o tipo de ciclo menstrual que eu tinha, ou muito frequente ou
ausente.
Fui a uma consulta com meu Clínico Geral naquela época, que foi
muito cuidadoso e compreensivo e imediatamente me encaminhou para
um ginecologista. A minha experiência com o ginecologista não foi
particularmente positiva. Considerando-se o exame físico e a
apresentação clínica, foi feito o diagnóstico de Endometriose
discreta e, no primeiro momento, fui tratada clinicamente. As
coisas não melhoraram e a cirurgia a laser foi a minha opção
seguinte. As coisas progrediram, tinham passado cinco anos de
tratamento a laser (quatro ao todo) e hormonal, para controlar o
que foi, então, diagnosticado como Endometriose moderada e Ovários
Poliquísticos. Para uma pessoa de 18 anos de idade é extremamente
difícil comunicar verbalmente as suas preocupações com fertilidade
e ser levada a sério pelos profissionais de saúde. No entanto, como
eu, embora inexplicavelmente estivesse ciente de que a situação
estava relacionada com a infertilidade, eu estava de certa forma
preparada para o que o futuro me poderia reservar e isso causou-me
algumas vezes um grande stress emocional, o que me veio a permitiu
manter o controle sobre o que estava para acontecer nos anos
vindouros.
Um novo consultor para quem fui encaminhada, já que não estava
satisfeito com o tratamento que estava a fazer, realizou a minha
última laparoscopia a laser. As palavras “quando
decidir que quer começar uma família, terá que voltar e
teremos então de discutir esse assunto” foram finalmente ditas.
Naquele momento, fiquei sabendo que poderia precisar de tratamento
de fertilidade, e sendo assim, não foi um grande choque para mim e,
na realidade acabou por ser um enorme alívio que fosse algo com que
eu já estava de certa forma a contar. A partir deste
momento senti que podia seguir em frente.
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