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Tendências Médicas, Éticas & Sociais
Hoje, há um amplo espectro de ajuda médica que
pode ser disponibilizada aos casais inférteis. Nos últimos cinco a
dez anos, tem havido uma explosão de novas informações a respeito
de infertilidade e grandes avanços no tratamento pró-fertilidade.
Essas novas terapêuticas, todas comentadas neste site, incluem
avanços no tratamento hormonal, uma maior aceitação de inseminação
com doador, o desenvolvimento de inseminação intra-uterina
(intrauterine insemination, IUI) e avanços em microcirurgia e
cirurgia a laser.
No entanto, os avanços mais importantes têm ocorrido em tecnologia
de reprodução assistida (assisted reproductive technology, ART).
ART inclui fertilização in vitro (in vitro fertilisation, FIV),
transferência intrafalopiana de gâmetas (gamete intra-fallopian
transfer, GIFT), transferência intrafalopiana de zígoto (zygote
intrafallopian transfer, ZIFT) e injecção intracitoplasmática de
espermatozóides (intracytoplasmic sperm injection, ICSI). Progresso
também tem sido feito no sentido de compreender o impacto
psicossocial da infertilidade e na ajuda a casais a lidar com as
suas preocupações e emoções através do contacto com outros casais
inférteis, com grupos de suporte e de aconselhamento.
Entretanto, a sociedade parece ambivalente no que se
refere à aceitação da infertilidade como um problema de saúde
legítimo. Na Europa, a disponibilidade de tratamento de
infertilidade é frequentemente limitada por questões económicas ou
sujeita a variações na aceitabilidade e/ou acessibilidade do
mercado regional. O uso de dadoras de ovos ou de dadores de
espermatozóides e de mães substitutas criou grande preocupação e
ainda é motivo de debates acalorados e o uso de algumas formas de
ART, tais como criopreservação, tem sido questionado. A
criopreservação é aceite em alguns países, mas proibida noutros.
Provavelmente, nenhum outro procedimento médico foi submetido a tão
intenso julgamento religioso, moral e social, como a reprodução
assistida.
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