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Classificação da OMS das Alterações Ovulatórias

Em 1968, Insler e colaboradores propuseram uma classificação orientada para o tratamento de pacientes com alterações do ciclo. Essa classificação foi modificada e adoptada pela Organização Mundial de Saúde e é actualmente usada em muitos centros.

O sistema declassificação da OMS usa três parâmetros para distribuir as pacientes entre os grupos: 

  • Nível de prolactina endógena. 

  • Nível de gonadotrofinas endógenas (LH e FSH). 

  • Nível de estrógenios endógenos. 

Um gráfico de fluxo ilustrando como os parâmetros-teste são usados para distribuir as pacientes entre os vários grupos é mostrado na figura e o diagnóstico e descrição de cada grupo é resumido na tabela que se segue.

Classificação da OMS dos estados anovulatórios
Sistema de classificação da OMS das alterações ovulatórias

Grupo

Diagnóstico

Descrição

I

Insuficiência hipotálamo-hipófise

Mulheres amenorreicas sem evidências de produção de estrógenio endógeno; níveis não-elevados de prolactina, níveis baixos de FSH (hipogonadismo hipogonadotrófico) e ausência de lesão detectável ocupando espaço na região hipotálamo-hipófise.

II

Disfunção hipotálamo- hipófise

Mulheres com vários distúrbios do ciclo menstrual (por ex.: insuficiência da fase lútea, ciclos anovulatórios, síndroma dos ovários poliquísticos anovulatórios e amenorreia) com evidências de produção endógena de estrógenio e níveis normais de prolactina e FSH.

III

Insuficiência ovárica

Mulheres amenorreicas sem evidências de produção ovárica e com níveis elevados de FSH, mas níveis não-elevados de prolactina.

IV

Altercação do aparelho genital congénita ou adquirida

Mulheres amenorreicas que não respondem com hemorragia de retirada a períodos repetidos de administração de estrógenio.

V

Mulheres inférteis hiperprolactinémicas com lesões ocupando espaço na região hipotálamo-hipófise

Mulheres com vários distúrbios do ciclo menstrual (por ex.: insuficiência da fase lútea, ciclos anovulatórios ou amenorreia) com níveis elevados de prolactina e evidências de lesão ocupando espaço na região hipotálamo-hipófise.

VI

Mulheres inférteis hiperprolactinémicas sem lesão detectável ocupando espaço na região hipotálamo- hipófise

O mesmo que as mulheres do grupo V, excepto que não há evidências de lesão ocupando espaço.

VII

Mulheres amenorreicas com níveis não-elevados de prolactina e evidências de uma lesão ocupando espaço na região hipotálamo-hipófise

Mulheres com produção baixa de estrógenio endógeno, níveis normais ou baixos de prolactina e FSH.


Cerca de 97% das pacientes anovulatórias são classificadas no Grupo II da OMS e as demais pacientes anovulatórias são classificadas no Grupo I. Esses dois grupos representam pacientes que têm maior probabilidade de beneficiar de terapêutica com gonadotrofina para restaurar a ovulação.

Os sistemas de classificação tal como a Classificação da OMS das alterações ovulatórias ajudam a garantir que o melhor tratamento é seleccionado para pacientes específicas. Um outro benefício é que os sistemas de classificação permitem a comparação dos resultados dos estudos clínicos e estudos com medicamentos em diferentes centros e mesmo em diferentes países, assegurando que grupos idênticos tenham sido tratados em cada centro. Isso é de grande valor por exemplo nas doenças psiquiátricas que, na ausência de critérios diagnósticos restritos, podem ser diagnosticadas de forma bem diferente em países diferentes.

É importante lembrar que embora os sistemas de classificação forneçam um guia útil da terapêutica, o tratamento da infertilidade anovulatória será seleccionado pelo médico após considerar a história, exame físico e resultados dos testes diagnósticos em cada mulher individual.




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Last updated: 02/08/2010