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  1. Todas engravidan menus eu!
  2. Como será se nunca tivermos filhos?
  3. Recuperando um certo controle
  4. Minha esposa, a Louca
  5. Duas Linhas Azuis!
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Recuperando um certo controle

Capítulo Três: Recuperando um certo controle

Sentia-me sem qualquer poder. Não tinha controle sobre qualquer parte do processo global de FIV. O problema não era meu. O processo era tão rígido, o timing era tão crítico, que a evolução não poderia ser influenciada e até os meus próprios sentimentos pareciam além do meu controle. Eu estava a esforçar-me precisava de recuperar algum controle, controle sobre qualquer coisa, qualquer coisa mesmo.

Então decidi que daria a mim mesma as injecções. Isso era a única coisa que eu sentia que poderia activamente controlar. As enfermeiras da FIV aconselharam-me a não fazê-lo   dizendo que a maior parte dos casais escolhiam vir à clínica a cada dia para que a enfermeira administrasse as injecções ou então eram os seus maridos que se encarregavam dessa tarefa injecções. Eu não estava interessada em nenhuma dessas opções. Eu precisava de sentir que tinha algum controle sobre o meu destino e, se isso significasse ter controle sobre as injecções, então seria isso. Honestamente, eu preferiria ter controle sobre algo mais, mas não havia nada mais.

Antes de receber autorização para a auto-injecção, tive que demonstrar que era competente para fazer as injecções. “Certamente, nenhum problema, dêem-me uma laranja”. Para meu completo horror, a enfermeira disse-me que tinha de dar a injecção a mim mesma, na sala, na frente dela. A crua realidade atingiu-me naquele momento. Eu queria ter controle, mas odiava, eu realmente odiava injecções. Ainda que   tivesse sido enfermeira, desmaiava vendo outros darem injecções! Eu impulsionei o líquido para cima no interior da agulha, expeli o ar, fiz uma prega de gordura no meu abdómen e introduzi a agulha em mim. Como doeu! Eu estava tão ansiosa que me esqueci de injectar lentamente, e basicamente o meu polegar empurrou o êmbolo. A dor espalhou-se através de minha barriga e manteve-se pelo que me pareceu uma eternidade. Parecia que eu era medrosa, especialmente quando   vi o tamanho da agulha, mas aprendi a lição muito rapidamente. Daquele ponto em diante, fui diligente em relação ao modo como deveria empurrar o êmbolo e injectar em mim mesma muito, muito, muito lentamente.

Eu consegui, apliquei a injecção em mim mesma na frente da enfermeira, e ganhei o controle sobre as injecções. Ela deu-me o pequeno “Kit caseiro” que foi preenchido com GONAL-f™, bolinhas de algodão   e naturalmente a horrível agulha;Coloquei-o debaixo do braço e dirigi-me para casa, sentindo-me repentinamente feliz comigo mesma. Foi engraçado, quando os meus amigos me perguntaram   sobre o processo e eu expliquei que estava fazendo as injecções a mim mesma, aí realmente senti que tinha o controle pelo qual estava ansiando. Essa era a única coisa sobre a qual eu, eu sozinha, tinha controle completo.

capítulo sig.


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