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Álcool e Drogas
Há mais de 30 anos que se sabe que o alcoolismo
extremamente intenso leva à síndroma alcoólica fetal, um grupo de
problemas congénitos que podem incluir lesão cerebral, atraso
mental, hiperactividade, baixo peso ao nascer e crescimento lento.
Mas, o que acontece com uma ingestão moderada
(1-2 bebidas por dia) quando está grávida? E o que
acontece com o uso moderado de drogas? Os médicos, actualmente,
dizem que as mulheres grávidas devem evitar as duas coisas.
Um novo estudo, publicado na revista Child
Development, forneceu provas impressionantes de que as
mulheres que tomam apenas uma ou duas bebidas de
bebidas alcoólicas por dia, durante a gravidez, poderiam estar
pondo em risco o desenvolvimento neurológico dos seus bebés. Aquele
estudo concentrou-se em macacos rhesus e não em
indivíduos humanos, mas o pesquisador principal disse que os
primatas reagem ao álcool de forma semelhante aos humanos, e
partilham 90% do código genético que determina a estrutura dos
cérebros das crianças. Outra pesquisa constatou que as mulheres
também podem pôr seus bebés sob um risco ainda maior se ingerirem
álcool exageradamente, de forma ocasional, do que se consumirem um
pouco de álcool todos os dias.
As pesquisas também indicam que drogas e gravidez não se
constituem numa combinação saudável. Acredita-se que as mulheres
que fumam haxixe durante a gravidez têm maiores taxas de aborto e
mais problemas com o trabalho de parto e o parto, e dão à luz bebés
com depressão de factores imunes celulares, o que pode mais tarde
determinar taxas mais elevadas de cancros em crianças. Os médicos
dizem que o melhor conselho que se pode dar a mulheres que fumam
haxixe é que parem de fazê-lo – o ideal é que o façam antes que
comecem a tentar engravidar.
Os médicos consideram que dificilmente se exagera ao falar dos
efeitos do alcoolismo intenso e do uso de drogas sobre a criança
que ainda não nasceu, já que as consequências podem ser deveras
profundas e surgirem muito tempo depois no futuro desta criança.
Eles dizem que o melhor momento para começar a proteger seu filho é
agora. As mulheres que têm perguntas a fazer sobre a forma como as
suas escolhas de estilo de vida podem afectar os seus filhos devem
falar abertamente com os seus médicos.
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