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ICSI
A injecção intracitoplasmática de espermatozóides
(intracytoplasmic sperm injection, ICSI) é uma técnica de
micro-manipulação na qual a fertilização é feita através da
injecção de um único espermatozóide no interior de um óvulo
não-fertilizado (ou ovócito, - veja ilustração 2). A ICSI é
realizada com óvulos obtidos após estimulação da ovulação, como
acontece com FIV e tem melhorado muito o tratamento da
infertilidade masculina que ocorre devido a oligozoospermia
grave.
A ICSI requer apenas um espermatozóide para cada óvulo e, por isso,
as suas indicações têm sido expandidas no sentido de incluir quase
todos os homens com infertilidade grave, inclusive muitos que
previamente poderiam ter sido considerados casos sem esperança.
Desde que os espermatozóides sejam viáveis, mesmo a disfunção dos
espermatozóides pode ser ultrapassada, já que mais do que 50% dos
óvulos são fertilizados normalmente, o que é independente da
qualidade dos espermatozóides. A Azoospermia obstrutiva pode também
ser tratada através da recuperação dos espermatozóides directamente
a partir dos testículos e mesmo espermatozóides imaturos têm sido
usados para produzir embriões.
Injecção intratracitoplasmática de espermatozóides
(ICSI)

As taxas de sucesso em ICSI são amplamente influenciadas pela
qualidade da preparação dos espermatozóides e pela capacidade da
micro-manipulação. A ICSI, combinada com FIV, é o tratamento mais
eficaz da infertilidade masculina e tem uma taxa de
sucesso tal que 20-25% dos tratamentos resultam em nascidos
vivos.
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