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Análise de sémen

A análise do sémen é, geralmente, realizada com uma amostra colhida após pelo menos 36 a 72 horas de abstinência sexual. O espécime é, mais frequentemente, obtido após masturbação, mas alguns centros aprovaram um preservativo especial para colheita do sémen durante uma relação sexual normal. Depois de a amostra ter sido obtida, ela precisa ser levada para a clínica tão rápido quanto possível.

A análise é realizada através de exame microscópico e sob visão directa.

Primeiramente, a amostra é avaliada em relação às características físicas do sémen, densidade, motilidade e morfologia dos espermatozóides (características celulares).

Além disso, é usual verificar o pH do sémen (o qual deve ser neutro ou levemente ácido; pH alcalino pode indicar a presença de infecção), verificar liquefacção e viscosidade e realizar um teste à presença de anticorpos anti-espermatozóide.

Os níveis seminais de açúcar e de fructose, são também determinados já que uma ausência de fructose no ejaculado implica em obstrução distal às vesículas seminais. Esse é um dos poucos casos nos quais uma biópsia testicular pode estar indicada.

Uma concentração de células brancas do sangue (leucócitos) no sémen tem um efeito adverso sobre a fertilização e, especialmente com um pH alcalino, pode indicar uma infecção do aparelho genital.

Atabela abaixo lista os critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS) para análise do sémen normal.
 
Critérios da OMS para análise do sémen normal 

Critérios 

Parâmetros 

Volume 

2,0-5,0 ml 

pH  

7,2 a 7,8 

Concentração de espermatozóides 

20 x 106 por ml ou mais 

Contagem total de espermatozóides 

40 x 106 espermatozóides ou mais 

Motilidade

50% ou mais com progressão para diante ou 25% ou mais com progressão linear rápida nos 60 min após a colheita 

Morfologia 

50% ou mais com morfologia normal 

Viabilidade 

75% ou mais vivos (isto é, excluindo o corante) 

Leucócitos 

Menos do que 1 x 106 por ml 

Zinco (total) 

2,4 mol ou mais por ejaculado 

Ácido cítrico (total) 

52 mol (10 mg) ou mais por ejaculado 

Fructose (total) 

13 mol ou mais por ejaculado



Embora a contagem de espermatozóides (o número ou a densidade de espermatozóides numa amostra) seja crítica, outros factores, tais como a motilidade dos espermatozóides e a progressão para diante também parecem ser importantes na determinação da capacidade de fertilização dos espermatozóides.

Ainda que tenham uma baixa contagem de espermatozóides, muitos homens com espermatozóides de alta qualidade (viáveis e altamente móveis) podem ainda ser férteis. Além disso, os valores que foram previamente considerados como estando na faixa de infertilidade (por exemplo, uma contagem de espermatozóides inferior a 5 milhões/ml ou motilidade dos espermatozóiides de menos do que 20%) podem de facto ser compatíveis com fertilidade normal.

Duas ou três amostras de sémen devem ser analisadas, já que variabilidade substancial na contagem de espermatozóides e na sua motilidade podem ser vistas em amostras sucessivas do mesmo indivíduo. As amostras de espermatozóides podem ser caracterizadas como potencialmente férteis, subférteis ou inférteis (azoospermia).

 



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Last updated: 02/08/2010